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domingo, 17 de dezembro de 2017

Um dos filmes mais sinistros e incríveis que eu já vi

Mãe!


    Que filme, minha gente. Que signos! Mãe! superou todas as minhas expectativas, não consegui ficar sem pensar no filme. Ao dormir, pensei. Ao sonhar, pensei no filme, sonhei coisas muito similares. Ao acordar, pensei. Se eu não escrevesse sobre isso, acho que ia perder algumas noites de sono.
    Mãe! não é um filme qualquer. Não é um filme de terror, não na minha opinião, mas é assustador em vários sentidos. Desde o início do filme vi que me decepcionaria na questão do terror e dos sustos, porque sou uma apaixonada por filmes de terror e suspense. Porém, o filme não deixou a desejar nem um segundo devido a sua trama muito bem desenvolvida. O suspense não se dá com os mistérios, mas com as exposições sem lógica que nos deixa sem entender o que está acontecendo. Assim como a personagem de Jennifer Lawrence, o público não entende, mas sente que tem muitas coisas erradas acontecendo naquela casa. 
    Eu fiquei, durante o filme inteiro, querendo entender a ligação da personagem com a casa. "Por que ela fica bebendo mistura de tinta amarela pra se sentir melhor?" Mas claro, que como todo filme bem pensado, isso tinha toda uma razão. Eu, como uma razoável entendedora dos signos no filme (sem querer apontar muitos spoilers), notei apenas no final a grande questão do filme. E essa questão me causou um emaranhado de pensamentos confusos e esclarecedores ao mesmo tempo. Eu não sou de escrever sobre filmes, mas precisava expor essa sensação de mind blowing que está ecoando em mim.
    Assisti esse filme ontem de madrugada, no meu aniversário. Estava com medo de ficar com sono e acabar dormindo, mas esse filme foi tão bem feito que nem eu, que estava morrendo de sono, dormi em nenhuma das quase 2h de filme. Acho que o filme tem as pausas e o tempo necessários para isso. A crescente do filme em relação aos acontecimentos, a crescente da personagem de Jennifer e o ódio que surge de mim, como público, para o seu marido interpretado por Javier Barden, faz o gráfico do filme ficar muito interessante, se for desenhar as intensidades das cenas numa folha de papel, o desenho será muito bem organizado e firme.
    Eu não percebi que os personagens não tinham nome, só depois que o filme acabou. E fico refletindo que se os nomes estivessem lá, seriam tão óbvio, mas tão óbvio que o filme não seria tão fabuloso. O marido é uma figura amorosa, sim, até certo ponto. É uma relação que me passou confiança, não pensei em nenhum momento que ele fosse ruim para ela, mesmo que em alguns pontos do filme deixe a entender isso. Desde o início, percebe-se nele um ar de superioridade a personagem de Jennifer, um lugar de decisões autoritárias. Mesmo que a casa fosse dos dois, ela nunca era perguntada sobre as decisões. Ao longo do filme, vemos o quão insano o marido é. Na verdade, todo o mal que acontecera na casa foi culpa dele. O filme é perturbador até pelos visitantes que só escutam a voz do marido, fazendo dele um ser absoluto ali. Todos os visitantes tratam a Jennifer como a empregada ou como qualquer coisa sem ser dona do lugar. E me incomodou muito essa falta de senso das visitas na casa dos outros, eu achei tão absurdo, eu mesma queria matar vários do filme. 

Agora dando spoiler. Eu preciso falar sobre essas ligação entre o filme e a bíblia. Esse filme me mostrou um lado da história bíblica bem mais intensa, inclusive o meu lugar dentro da humanidade e o quão culpada também sou eu de todas as tragédias mostradas no longa. Como já citei acima, não sou uma boa entendedora de assuntos bíblicos, somente no final percebi que o marido era Deus e que ela era a mãe-natureza. Depois, para ajudar a minha mente, procurei críticas sobre o filme e impressões para me ajudarem com esse sentimento de perda que o filme me causou. E quando comecei ligar os pontos de tudo o que as pessoas propunham em suas críticas e as coisas que eu experienciei vendo esse filme, piorou minha situação. Comecei a ver flashes do filme passando em looping pela minha cabeça, as cenas não se esgotavam. Não conseguia dormir. Vieram pensamentos a cerca do filme e da bíblia, de todas as coisas que acontecem no mundo e de todas as histórias que escutei na catequese, crisma e nas missas. Preciso confessar que estou um pouco perturbada e, talvez, triste. Não consigo definir como estou me sentindo, só sei que esse filme me atravessou de formas que não consigo explicar. Vai ficar uma marca em mim. São muitos signos. Não só bíblico, mas como mulher também me senti muito mal em relação a Jennifer não ter voz no filme. É muito profundo. Assistam! É tudo mais que posso dizer.

Deixo aqui uma fonte muito bem explicativa sobre o filme:
https://omelete.uol.com.br/filmes/artigo/mae-nao-entendeu-explicamos-os-significados-do-longa-de-darren-aronofsky/

Espero que tenham gostado. Até logo, tchau!

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